China

Pequim e Guilin

O ponto de partida na Ásia, como muitos já sabem, foi a China. Apesar do país ser enorme e ter várias coisas para ver, eu decidi passar por apenas duas cidades na China Continental, e por Hong Kong, da qual falarei depois, em um post separado.

A decisão me pareceu acertada. Não porque eu não tenha gostado da China, mas porque são poucos os chineses que falam inglês, e apesar da simpatia e dos esforços para se comunicar com mímicas, chega um momento que cansa.

Ainda mais quando somado a isso, você não tem acesso a vários sites na internet, o que prejudica a sua comunicação com aqueles que falam a mesma língua que você. Aliás, fica aqui a dica se algum dia você for para a China: faça o download do VPN (algo que permite uma navegação anônima na internet) antes de chegar no país. Depois, você não irá conseguir fazer o download, principalmente se seu celular usa o sistema do Google.

Mas vamos ao que interessa.

Depois de mais de um mês na Europa, chegar em Pequim foi uma grande mudança. A começar pela arquitetura, com prédios modernos e espelhados se misturando a algumas construções sobreviventes do período da China Imperial.

A cidade tem um trânsito pesado também e uma quantidade um pouco grande de motos e bicicletas, todos sem usar o capacete, mas dirigindo de forma lenta, o que diminui os acidentes.

Lá fui informada que tive sorte com o clima e com a poluição. Não estava nada além do que já não vejo em São Paulo, mas algumas pessoas que conheci em Pequim me disseram que dias antes estava insuportável e difícil de respirar.

Em Pequim, visitei algumas construções históricas como a Cidade Proibida e o Palácio de Verão (este último era onde a família imperial ia passar o verão). Passei também por outros pontos como a Praça da Paz Celestial (não, nem menção ao que aconteceu no fim da década de 1980. Mas também não esperava outra coisa) e o Templo do Céu.

É bem fácil se locomover pela cidade, com um mapa bem claro, e também usando o metrô que tem os nomes das estações escritos em mandarim e em inglês.

Claro que teve muitas mudanças culturais, mas de todas eu já tinha lido algo e estava um pouco preparada, como o hábito dos chineses de darem barulhentas catarradas seguidas de uma bela de uma cuspida no chão (em qualquer lugar: na rua, na estação de metrô, dentro do trem).

Eu sabia também que estava chegando logo após o mega feriado de 10 dias dos chineses, logo no começo de outubro, chamada de Golden Week, mas não tinha me tocado que poderia pegar algum resquício dele. E sim, peguei. Todos os pontos turísticos estavam bem cheios de chineses. Até tinha ocidentais mas eram minoria.

Já em Guilin foi como ver outra China. A cidade é pequena e as principais atrações estão em pequenos vilarejos próximos, como o cruzeiro pelo rio Li em um barco de bambu e os terraços de arroz.

No caminho até esses lugares você vê uma paisagem mais rural e mais pobre. Inclusive pessoas com o típico chapéu chinês que até então eu achava que era coisa do passado.

Mas ver essa China diferente e ver um pouco mais de natureza valeu a pena. Acredito que visitar apenas Pequim e Xangai pode dar uma visão bem diferente de todo o país, embora tenho consciência que passar apenas pela capital e por Guilin também não tenha me dado uma real dimensão de como é a China.

No rio Li há dois passeios de barco. O primeiro e mais comum não é propriamente em um barco de bambu mas de vinil, mas achei mais interessante já que dura mais (cerca de duas horas).

Já o segundo é sim em um barco de bambu, mas me pareceu muito mais artificial. Isso porque você sobe no barco e vai ver um showzinho de um pescador que usa pássaros para pescar peixes.

Eles dizem que é um costume chinês que está morrendo, e que só três homens pescam dessa forma atualmente, mas a apresentação é feita de uma forma (com vários barcos com turistas em volta) que realmente me pareceu algo ensaiado para os visitantes. Depois disso tem mais um passeio rápido pelo rio e acabou.

Os terraços de arroz também são bem interessantes de ver. Para ter a visão do alto, é preciso subir um morro no qual está uma vila. Me senti praticamente andando em uma favela, com suas passagens estreitas e por vezes bem sujas, mas nada perigoso.

Depois de Guilin, encerrei minha passagem pela China continental e segui para Hong Kong, o que foi como mudar de país. Mas disso eu falo depois.

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