República Tcheca

Brno e Praga

Após passar pela Eslováquia nada mais óbvio do que ir para sua antiga cara metade, a República Tcheca. Lá a passagem incluiu duas cidades: Brno e Praga.

Ambas as cidades são agradáveis e bonitas (embora em Praga a quantidade exagerada de turistas seja um pouco irritante), mas também possuem umas esquisitices.

Acredito que os tchecos têm alguma tara com relógios. Em cada uma das duas cidade que visitei há um relógio com um certo “espetáculo” quando bate 11 horas da manhã.

Em Brno, outra cidade pequena com um centro histórico que pode facilmente ser conhecido em um dia, o relógio astronômico está na praça principal e se parece um pouco com um montezinho. Na parte de cima ficam rodando uns números, mas nem os tchecos sabem exatamente como ver a hora nele. Às 11h em ponto bate um sino no relógio e uma bola de vidro cai de dentro dele, enquanto as pessoas ficam colocando as mãos em aberturas no relógio para pegar a bola.

Já em Praga o relógio é maior e mais bonito, com desenhos, pequenas esculturas e posicionado em uma torre no centro velho da cidade. No mesmo horário (e também às 23h), os sinos tocam, as esculturas se mexem e uma delas, de galo, canta.

Ver que horas são também é meio complicado, sendo que o relógio também indica fases da lua ou estações do ano.

Mas além de relógios há outras atrações, claro.

Brno, como já falei, é bem pequena. Além do relógio e da praça principal, há a Catedral São Pedro e São Paulo, em estilo gótico, e a fortaleza Spilberk (o nome tem um acento no S, mas está meio impossível de colocar aqui).  Segundo os tchecos a fortaleza era a pior cadeia medieval da Europa. Hoje ela é um museu com manequins sendo usados para ilustrar as torturas medievais.

Já em Praga  o centro histórico é maior e há mais coisas a se fazer. Um dos lugares mais conhecidos é a Ponte Charles, que fica extremamente lotada de gente durante o dia, além de bandas e vendedores de lembrancinhas. O melhor jeito de visitar a ponte era ir de noite, ou bem cedo pela manhã. Só assim conseguia caminhar com calma.

Assim como outras cidades do leste europeu, Praga tem seu bairro judeu, que hoje concentra lojas de marcas como Gucci, Prada etc.

Mas pelas informações dadas em mais um Free Walking Tour, o bairro era muito abandonado pelas autoridades antigamente. Judeus não podiam viver em outros lugares e o nível das ruas era mais baixo do que o do rio Danúbio, alagando facilmente.

Durante a invasão nazista, as sinagogas foram preservadas porque, segundo o guia, Hitler queria fazer do bairro judeu de Praga um museu sobre o povo que tentava exterminar.

A capital da República Tcheca também possui um castelo, de onde também é possível ter uma visão panorâmica da cidade.

A principal atração acaba sendo a arquitetura medieval, mas aproveitei também para visitar alguns museus, como o de Franz Kafka, escritor que nasceu em Praga mas que só ficou mais conhecido no país após o fim do comunismo, período no qual seus livros eram proibidos.

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